domingo, 13 de dezembro de 2015

INDISCRIÇOES

INDISCRIÇÕES
GAIL RANSTROM
Fazia meses desde que beijara uma mulher tão atraente como esta.

Lentamente, permitindo-lhe escapar, se esse fosse seu desejo, inclinou-se para os lábios dela. 
Para seu profundo alívio, Daphne não fez objeção. 
Quando seus lábios se separaram levemente, foi rápido para tomar o presente que ela oferecia.
 Sua boca era macia e tinha um gosto sutil de mel misturado com flores e calor.
Lockwood encontrou sua língua, compartilhou seu fogo e fome com ela.
 Um trêmulo suspiro foi a única resposta dela, como se estivesse lutando para recuperar seus sentidos. 
Deus amado, sabia que estava perdido! Um único beijo, e a desejava com uma intensidade que quase o dobrou.
Em vez disso, ela colocou uma mão trêmula contra seu peito e empurrou-o com um pequeno suspiro. 
Que doce tolinha era se pensava que poderia recolocar a rolha daquela garrafa. Uma vez aberta, essa particular bebida era muito inebriante para deixá-la intocada.



Daphne tinha sacrificado tudo para permanecer desconhecida em seu paraíso tropical. 
Mas se Lorde Lockwood reconhecer a mulher que fugiu da Inglaterra com um crime em sua consciência, nada poderia mantê-la a salvo...
Mesmo o pensamento de uma punição futura não poderia atenuar o presente desejo. 
Os lábios de Lockwood haviam despertado a mulher apaixonada que tinha sido uma vez. 
Que mal, Daphne raciocinou, poderia vir de um beijo roubado? 
Ainda assim, ela não podia permitir que seus sentimentos dominassem seu sentido — o que seria muito perigoso.
 Tinha negado-se a isso por cinco anos. 
Certamente ela poderia se negar a Lockwood por algumas semanas?

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